O NEGOCIADOR

Business meeting

Negocie Forte, Ganhe Limpo, Durma Tranqüilo e Celebre Eternamente!

Nunca ganhamos o que desejamos, por mais contraditório que pareça; mas sim, apenas o que negociamos.

Negociamos todos os dias e em todos os momentos de nossas vidas, mesmo sem perceber. 

Ao buscar as melhores definições conceituais para Negociação, desde a década de 80, até os dias atuais; notei que muitas delas, somente possuirão sentido, a quem nunca esteve a frente de uma negociação real e de importância. Assim fugiremos de definições acadêmicas escritas desde uma cadeira repleta de teorias e tratarmos de uma perspectiva mais prática.

Uma das quais mais gosto:“Negociação é uma atividade que envolve um elemento de negócio ou barganha, que permite que ambas as partes alcancem um resultado satisfatório – Hodgson, 1996. Resultado satisfatório quer dizer que um dos lados deve ceder, contrabalancear para chegarmos em um acordo. Nem ao céu e nem ao inferno, monte sua estratégia, conheça seus limites, analise detalhadamente cada cenário possível; antes de iniciar qualquer negociação, nunca o faça despreparado de fundamentos e estudo prévio.

Vamos estender um pouco esta visão pura corporativa: compra de um novo carro, aquisição de um imóvel, fechamento de uma nova venda ou compra qualquer que seja, solicitação de um aumento salarial na sua empresa, o destino das suas próximas férias com sua família, decidir com seu amigo(a) qual pub ou balada será a do próximo Sábado; entre outras diversas situações. Você não percebe mas chega a negociar inclusive contigo mesmo, quando você analisa dois cenários, dois caminhos, duas escolhas, duas decisões e consegue encontrar este equilíbrio, concluiu sua “auto-negociação”.

Existem 4 tipos principais de negociação e é sempre importante reconhecer em qual delas você está envolvido, antes de qualquer ação:

1. Negociação Distributiva –  envolve apenas uma variável no jogo, sempre relacionada a valores. Como citamos anteriormente o exemplo da compra ou venda de um carro, em que a única questão a ser negociada é o valor do automóvel. Normalmente essa negociação é conduzida em um ambiente competitivo. Cada parte apresenta uma abertura e planeja-se para não ultrapassar determinado valor limite. Por definição, é sempre ganha-perde.

2. Negociação Integrativa – envolve questões adicionais e diversas, em continuidade do nosso exemplo acima, da mesma compra ou venda de um carro, porém ao invés de negociar apenas o valor do automóvel, negocia-se também o prazo e condições de pagamento, a inclusão de certos acessórios, a data de entrega, cor do próprio, etc. Essa negociação pode ser conduzida tanto em um ambiente competitivo como colaborativo. No colaborativo, já podemos obter um certo equilíbrio pelas outras variáveis; sobre apenas o valor (negociação distributiva) e obter assim um possível ganha-ganha.

3. Negociação Criativa – cada parte revela seu interesse e há esforço mútuo para encontrarem a melhor condição e maior cobertura de cada vontade citada no início da negociação. É ideal para encontrar soluções conciliadoras para problemas complexos. Sempre ocorre em ambiente colaborativo e emprega largamente os princípios de negociação baseados nas pessoas e não apenas nos problemas.

4. Negociação Complexa –   muitas vezes ocorre em situações de alto valor econômico e alta competitividade, neste caso podemos ter a presença de um ou mais tipos de negociação coexistindo, requerendo do negociador uma atuação mais enérgica e estratégica.

Não esqueça de ter durante uma negociação, os seguintes pontos já pré-analisados e pré-definidos por sua parte, especialmente, o MACNA:

  • Valor de Abertura – primeiro valor a ser apresentado a contraparte.
  • Valor Limite – valor mínimo (para vendedores) ou máximo (para compradores) que não deve ser ultrapassado, em uma negociação. Conheça seus limites, algumas vezes em uma negociação dizer’Não’ pode ser mais importante do que conseguir um ‘Sim’ a qualquer custo.
  • Posições – soluções pré-concebidas para se obter um determinado resultado, defendidas em uma negociação, como dinheiro, prazos, condições e garantias.
  • Interesses – motivos que sustentam as posições adotadas por um negociador, formados pelos desejos, preocupações, crenças conscientes, temores e aspirações.
  • MACNA – Melhor Alternativa em Caso de Não Acordo – derivado do inglês BATNA (Best alternative to a negotiated agreement). Trata-se de uma alternativa (“fora da caixa”) caso a negociação entre em um impasse e não se concretize nenhum acordo.
  • Concessão – ato ou efeito de ceder algo de sua opinião ou direito, à outra parte. O famoso “abrir a mão”, use isso como seu trunfo, inclusive tenha isso mapeado antes de sua negociação, conheça suas cartas e saiba quando utilizá-las. Na negociação distributiva as concessões ocorrem por meio da redução, nos valores negociados. Na negociação integrativa as concessões ocorrem por meio da troca (por diversas possíveis variáveis), descubra em por qual sua contraparte é mais sensível.

Em 1997, apesar de ter corrido alguns anos desde lá; recordo de um filme de ação, chamado “O Negociador”, um policial interpretado pelo Eddie Murphy, o qual tinha um talento nato ao negociar em situações extremas e de alta tensão emocional – com reféns, assaltos a banco, grandes impasses. Não havia estudado em nenhuma Universidade de ponta, mas seu rápido raciocínio, comunicação afiada e retórica simples, resolvia qualquer tipo de problema. Desde lá, me interessei por este tema, ao mundo dos negócios e a vida pessoal, negociação é uma balança, o grande desafio é acertar seus dois pesos e suas duas medidas, sendo que no final você só levará um dos lados para ‘casa’.

Agora, conhecendo um pouco melhor sobre técnicas e termos de Negociação, neste breve artigo; incito você a raciocinar, como você pode ser e se transformar: “O Negociador da sua Vida”, reconhecendo a partir de agora, que você não receberá nada mais e nada menos; do que conseguiu obter, através de sua negociação. 

Para ser um bom negociador não necessitamos perder nossa ética e nossos valores, pelo contrário, grandes negócios e acordos são firmados antes por pessoas, em detrimento de contratos e papéis. Use sua integridade e qualidades como seu grande trunfo. Quanto mais tempo passa, tenho mais esta certeza!

Negocie Forte, Ganhe Limpo, Durma Tranqüilo e Celebre Eternamente!

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB

ÚLTIMA VEZ DA PRIMEIRA VEZ

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Qual foi a ÚLTIMA VEZ, que você fez algo DESAFIADOR, pela PRIMEIRA VEZ ? 

Quando penso em nos desafiarmos; sempre recordo daquela velha e celebre frase: “A vida não é contada nos minutos, que respiramos; mas sim nos quais perdemos o fôlego”. Isso vale, sem dúvida alguma, ao mundo corporativo!

Por muitas vezes em nossas carreiras profissionais, sentimos aquele “frio na barriga”, ao assumir algo novo;  a sensação, mesmo que algumas vezes ‘falsa’, de despreparo imediato, que não vamos conseguir, o achismo pessoal sobre a falta de capacidade ou experiência miníma necessária ao novo, que se apresenta; porém  no final do ciclo, somos surpreendidos por nós mesmos; superamos aquele “novo desafio”; nem melhor, nem pior que ninguém, ao nosso modo, dentro de nossas possibilidades.

A inovação nasce exatamente desta postura inquieta, que persegue os grandes profissionais. Como podemos fazer melhor o que sempre fizemos do mesmo jeito por anos? Como fazer “diferente” e melhor?

Surpreenda-se e também a quem lhe cerca, seja sua equipe de trabalho, seu gestor, seu diretor. Trabalhe com afinco em novas soluções, idéias, projetos, ações; contribua para sua empresa de uma forma inventiva; seja visto, como alguém que vai além, se diferencie da “manada” comum e mediana.

Sem questionar o “atual/velho”; nunca teremos a oportunidade de experimentarmos o “novo”!

Recordo que há 2 anos atrás, estive na Croácia de férias, cruzando alguns países ao Leste Europeu e um amigo me questionou, se eu já havia saltado de “bungee jumping” alguma vez, na minha vida. Respondi que não e que não seria desta vez, olhando para uma ponte de altura absurda (primeira reação “comum” do ser humano – negar a sair da zona de conforto e resistência natural ao novo); porém ele insistiu e me desafiou. Mostrou-me a famosa ponte croata – Šibenik Bridge: de 56 metros de altura (de 40 metros a partir do mar) e me disse: “Viemos até aqui. Estamos quase a 10.000 quilômetros do Brasil. Só vamos tirar fotos? A oportunidade é única, o momento é agora, nunca mais esta ponte será a mesma e você nunca mais será o mesmo. Quando foi a última vez; que você fez algo pela primeira vez? Não lembra, mais uma razão para registrar esse momento agora“. Essa motivação externa fez me desafiar a saltar, pensei realmente que os maiores prazeres pessoais e profissionais é quando nos movimentamos, nos desafiamos e evoluímos ao novo.

Encarar o novo sempre vai requerer coragem, em todos os momentos de sua vida!

O novo nem sempre precisa ser tão novo assim, reinventar com algum “tempero” e novidade o existente; nos traz uma nova dimensão e perspectiva também. Seja a ruptura parcial ou total do existente.

Pense no contexto corporativo, no seu dia-a-dia de trabalho. Quantas vezes você fez e faz algo novo? Quanto tempo você realiza atividades rotineiras ou “apaga o famoso incêndio” e não realiza nada de novo e diferente?

Quantas oportunidades não passam dia-a-dia na sua frente, oferecendo o novo e não agarramos. Esperando o que? Esperando por quem? Esperando quais motivos? O que você carrega dentro de você tem que ser sua força motriz, com carga suficiente, para mover a máquina de vida.

O “novo” pode ser um: processo corporativo, produto, solução, apartamento, carro, casa na praia, relacionamento interpessoal, viagem dos sonhos, amizades; não importa.

Seja qual “novo” você desejar. Desejo-lhe sorte e competência para alcançar. Meu sincero incentivo para se desafiar a buscá-lo!

Qual foi a ÚLTIMA VEZ, que você fez algo pela PRIMEIRA VEZ?  

Desafia-se ao novo, ele está mais perto e disponível do que você imagina!

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração
Business Manager – HB

VIRTUAL DEPENDÊNCIA

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“A cultura e hábitos atuais não distinguem mais, o que é virtual do real e vice-versa, seja no meio profissional ou pessoal”

A discussão sobre este assunto tornou-se um grande tabu. É como conversarmos com um viciado em qualquer tipo de “entorpecente”. Praticamente não há margem para mudanças ou reflexão. A necessidade é maior do que qualquer justificativa verbal.

A escravidão de um homem, não é somente com a restrição a sua liberdade física; a escravidão mental ou psicológica possuem o similar impacto.

Como alguém em pleno 2013, pode questionar a nossa dependência defronte aos recursos tecnológicos e Internet?

A importância, benefícios e aplicabilidade da tecnologia, nunca mais poderão ser discutidos, está visível a todos, como esse novo mundo tecnológico e o advento da Internet modificou profundamente como as pessoas se relacionam e como as empresas fazem negócios.

Dificilmente, encontramos os seres humanos conectados ao presente momento, estão sempre com seu celular ou tablet, em mãos. Basta repararmos nas filas de banco; aguardando um prato, em um restaurante; antes de iniciar uma reunião profissional, no consultório odontológico e outras diversas situações.

Vivenciando sempre este mundo convidativo, atrativo e apartado da “realidade física”, porém mas interessante que o real, muitas vezes. Vivenciando uma experiência “intangível”, porém mas interessante que a “tangível”.

Como posso descobrir se possuo esta tal de “virtual dependência”? Basta responder algumas dessas questões e refletir:

– Com que frequência outras pessoas em sua vida se queixam com você, sobre a quantidade de tempo que você passa online?

– Com que frequência você checa suas mensagens na Internet, antes de qualquer outra coisa, que você precise fazer?

– Com que frequência você bloqueia pensamentos perturbadores, sobre sua vida com pensamentos leves de internet (“rota de fuga”)?

– Com que frequência você se flagra pensando como a vida sem internet seria chata, vazia e sem graça?

– Com que frequência você dorme pouco por ficar logado durante a madrugada?

– Com que frequência você tenta diminuir a quantidade de tempo que fica online e não consegue?

– Consigo dormir tranquilamente, mesmo vendo que há uma notificação no Facebook, aguardando até o próximo dia?

São questões simples que mostram sua dependência psicológica e mental ao mundo virtual!

E se eu te contar que existe problemas adicionais a este, hipersensibilidade física a tecnologia e aparelhos, você acreditaria?

Nos Estados Unidos, EHS (sigla em inglês: Hipersensibilidade a Eletrônicos), cujos sintomas estão associados à exposição a diversas fontes de campos eletromagnéticos. A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que a EHS é caracterizada por uma variedade de sintomas pela exposição: telas de TVs e celulares. Entre os indícios estão: vermelhidão, formigamento, sensação de queimação, fadiga, cansaço, dificuldade de concentração, tontura, náusea, distúrbios digestivos e taquicardia.

Por incrível que pareça, os casos de EHS têm maior incidência nos países, como: Suécia, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido, Áustria, Estados Unidos e França. Apesar de alguns países negarem essa associação da saúde mental e física, com esta dependência, há casos e relatos reais da melhora funcional de diversos pacientes por todo o mundo.

Nos Estados Unidos, uma pequena cidade, chamada Green Bank em Virgínia se tornou o “novo abrigo”, para aqueles que se dizem alérgicos a radiação eletromagnética emitida, por esses eletrônicos. Uma vida simples e pacata, longe dos equipamentos modernos!

Como equilibramos essa necessidade e dependência, na era Moderna? Negar não será o melhor caminho, porém aceitar como normal essa ligação 24 horas por 07 dias de semana, também não seria a melhor e mais sábia escolha?

Não esqueçam que não faltam fatos e vestígios do impacto negativo das tecnologias a saúde humana. Considere isso a sua rotina.

Como diziam os velhos sábios: “O veneno e o remédio são iguais, somente muda a sua dosagem”. Controle diariamente seu dosador!

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração
Business Manager – HB

MARKETING PESSOAL – A MOSCA E A FORMIGA

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Você é uma marca. A sua marca! 

O que seria o tão famigerado e discutível: Marketing Pessoal no mundo dos negócios?

Vender-se por mais do que vale. Parecer mais do que realmente é. Valorizar os seus pontos fortes e realizações profissionais em detrimento de suas limitações e GAPs. Fingir para o chefe e para empresa algo que não é. Super valorização a todo momento e a qualquer custo?

Temos que parar com essas visões contaminadas, errôneas e tratar marketing pessoal, como mais um dos recursos e habilidades de um profissional. Se você, que é o profissional com as suas atribuições corporativas, que entrega seu resultado satisfatoriamente ou até com “surpass target” , não se valorizar junto as suas conquistas, quem o fará? Seu chefe, sua empresa, seu coordenador, seu companheiro de trabalho, quem mais? Não!

Criei uma rápida analogia, para refletirmos, a Mosca e a Formiga, pensem comigo sobre esses dois insetos e como conseguimos identificar seus “parentes humanos”, em um comum ambiente de trabalho. Tenho certeza que na sua empresa está cheia deles, ou um, ou outro.

A Mosca é vista socialmente como um péssimo inseto, sobrevoa restos de lixo, ajuda na transmissão de doenças e contamina alimentos; vivem de forma isolada e individual, cada um por si, com a sua sobrevivência. Porém as moscas tem funções nobres, até desconhecidas (Faltou Marketing Pessoal?) como: polinização de plantas através das flores, suas larvas são muito úteis a medicina legal (investigação de crimes), a pesca e ao processo de descomposição. Mesmo com sua vida média curta de 25 a 30 dias, contribui de sua forma ao ecossistema. Mas sua imagem, ah! sua imagem, bastante prejudicada , ninguém quer uma mosca em sua equipe, ops.. em sua casa, não?

A Formiga anda pelos mesmos bons e péssimos lugares que as moscas, se alimentam de qualquer tipo de alimento, similar as moscas; ademais visita lugares no mundo subterrâneo; além de trazer consigo: bactérias, vírus e infecções.  Mas é o grupo mais numeroso dentre os insetos. Com níveis avançados de uma sociedade organizada, respeita a hierarquia, administra seus recursos disponíveis de forma inteligente, imagem de “um trabalhador exemplar”. Ah! sua imagem sempre conservada, nunca discutível!

Você se assemelha a Formiga ou a Mosca? Com quais desses profissionais você lida dia-a-dia?

Nada adianta se promover ilusoriamente, sem resultado e entrega tangível a organização, realize primeiro, promova-se depois; é como um jogador de futebol em um banco de reserva, aos 40 minutos do segundo tempo, o qual chama o técnico e diz que quer entrar e fará o gol do título, naquele empate sofrido de 2 x 2. já se auto intitulando o herói do campeonato!

Palavras e imagens construídas; antes do resultado e da conquista são fatores que contaminam o verdadeiro Marketing Pessoal.

Atualmente, tem muita “Mosca” querendo se passar por “Formiga”. E muita “Formiga” não reconhecendo seus comportamentos de “Mosca”!

Marketing Pessoal – gritar a todos os cantos para que conheçam suas conquistas e dedicação a organização e aos projetos, isso é válido. Use e Abuse! Porém – Realize Primeiro! Promova-se Depois! Infelizmente, essa ordem não está sendo bem aplicada nos dias atuais. Muito barulho e pouquíssima qualidade e resultados obtidos.

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração
Business Manager – HB

MAIS DO MENOS & MENOS DO MAIS

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” Direita, Esquerda ou Meio. Qual é o seu lado? “

Grande parte da vida, as pessoas decidem atuar e perseguir os extremos, em tudo que os cerca.  Estando sintonizados sempre ao mais ou ao menos, dificilmente, equilibrados ao ‘caminho do meio’.

Ser mais. Ter mais. Parecer mais. Conquistar mais. Poupar mais. Gastar mais. Sorrir mais. Viver mais. 

Um teor de insatisfação já ronda o ser humano, após instantes de uma nova conquista. Ou seja, há uma constância no comportamento humano de nunca celebrar o conquistado, mesmo que seja de grande valia, não há tempo, nem por poucos instantes; afinal temos que buscar pelo próximo desafio, aquele que guiou seus passos até o momento, não é mais suficiente, não é mais satisfatório, não é mais valoroso.

Essas pessoas que se encaixam no cenário acima, devem pensar agora sobre a possibilidade do “Menos do Mais“, ponderando seus esforços, cobranças e buscando um equilíbrio saudável neste comportamento altamente competitivo.

Vivem fazendo o máximo possível e entregando tudo a todos. Cobram-se para serem melhores a todo instante, sem descanso.  Seja no trabalho, universidade, cursos, casa, vídeo game, atividades esportivas; nem durante o lazer, se dá o luxo ao descanso dessa competitividade, com si mesmo e com os outros.

Sentem-se felizes por acumular dinheiro, bens, riquezas. Sentem-se felizes e satisfeitos, por superar suas metas. Sentem-se felizes com o avanço em suas práticas esportivas, superando sua técnica e preparo físico a cada jogo e partida. Sentem-se felizes por buscar aumentos salariais e promoções no trabalho (novos cargos), constantemente. Sentem-se felizes por ostentar o conquistado. Sentem-se felizes por ter seu status social visível a todos.

Não há teto, não há limite. O ‘mais’ gera a o próximo ‘mais’, gera a busca por ‘mais’!

Ser menos. Ter menos. Parecer menos. Conquistar menos. Poupar menos. Gastar menos. 

Viver menos? Não necessariamente.

A sabedoria de vida, peculiar, de cada ser humano é tão diversificada. É exatamente esta heterogeneidade que nos dá essa visão de mundo tão mágica e única.

Muitos seres humanos acham que é sábio fazer o mínimo necessário, o essencial apenas, já é suficiente. Englobando todas as áreas de sua vida, seja trabalho, lazer, entre outros. Nas práticas esportivas o fazem pela sua saúde e bem estar, não buscam ranking ou superação; seguem felizes em se manter, dentro dos seus limites, não o vê como um problema ou acomodação.

O ato de fazer o mínimo necessário é visto e entendido como o mais correto e sábio a ser feito, garantindo que as coisas caminhem ao seu modo de ver, satisfatoriamente.

Esses descansam e se apaziguam quando alcançam o seu essencial. Seguem a tendência do minimalismo, ou seja, trocam supérfluos para garantir de forma segura o seu básico para viver e ser feliz ao seu modo. Não se desafiam. Não se questionam de sua potencialidade para superar os limites. Vêem a porta, mas preferem mantê-la fechada ao invés de buscar o novo o que está ao outro lado. Essas pessoas devem pensar sobre a possibilidade do “Mais do Menos“.

Mas qual seria a melhor forma de agir ao seu ver? “Mais do Menos ou Menos do Mais”? 

Objetivando sempre avançar, evolução contante e superar metas, com alto teor competitivo ou agindo de forma moderada em busca do essencial e do suficiente, sem nenhuma tendência competitiva?

O famoso filósofo grego: Aristóteles (SÉC. IV A.C.) era grande adepto da Temperança: não tinha simpatia pelos excessos, seja numa ou noutra direção!

Como dizia um trecho do livro: “Arte de um Arqueiro Zen – Nem lá, nem cá, simplesmente por aqui“.

Espero que descubramos por onde anda o nosso “por aqui”, a linha tênue que separa nosso caminho do equilíbrio dos nossos extremos.

Rodrigo Quinalha

Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB

MÁQUINA DE SUCESSO – COMPETÊNCIA OU SORTE

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“Oportunidades surgem, porém podem ser criadas na mesma proporção e intensidade

Talvez seja o tema mais delicado sobre o qual decidi escrever, até o momento.

Primeiramente, vale ressaltar que sucesso profissional é subjetivo e definido de acordo com ambições, planos e sonhos individuais, embora existam definições e consensos comuns, pela perspectiva social. Na realidade, quero tratar em um outro patamar esta reflexão, nos desafiarmos e nos assumirmos como: “senhores do nosso destino“; mesmo tendo a consciência que “o acaso e a sorte” possam impactar, em qualquer planejamento comedido e bem estruturado de carreira.

Criei um termo próprio que chamo de “Máquina de Sucesso” a qual pode estar configurada em dois lugares: Externa ou Interna; baseado nesta escolha de “lado”, haverá uma influência contínua, no caminho, deste profissional

Para os profissionais com a Máquina de Sucesso Externa, a dicotomia: sorte ou azar serve, normalmente, como “muleta”, sem sucesso e realização pessoal,  projetam seus fracassos, sempre em diversas variáveis externas. Acreditam veemente que o fato de ter ou não sorte, gerará o resultado final do seu destino.  Culpam sempre seus chefes, empresas, concorrentes, mercado de trabalho, universidade, país que reside, vizinhos, parceiros de trabalho, família, compromissos sociais, entre outros. Muitas vezes até indagam; por que outras pessoas tiveram muita sorte e elas nenhuma. Sentem-se menos confiantes, que podem modificar sua trajetória, serem donos de seu próprio destino, tomar definitivamente as rédias de sua vida profissional, com uma atitude diferente em relação a si próprio. Para esse grupo de profissionais, quem opera sua Máquina de Sucesso, é a vida, estão sempre longe do painel de controle, são reflexos do balanço do mar, seguem a mercê das ondas, navegando sem bússola, leme ou velas.

Se compactuássemos apenas desta visão unilateral como exposta acima, seriamos injustos com um segundo grupo de profissionais. Os profissionais que possuem sua Máquina de Sucesso Interna. Será que não somos nós, que podemos lançar também um pedaço da nossa sorte?

Os profissionais com a Máquina de Sucesso Interna, sentem-se donos dos seus próprios destinos, aceitam os riscos que a vida proporciona, estão dispostos a arriscar. Reconhecem que são do tamanho dos seus sonhos. Apesar destas condições mutantes externas,  com dedicação e esforços necessários, estarão no controle central de sua carreira. Reconhecem que renúncias caminham lado a lado às suas escolhas, tudo tem seu preço. Buscam aperfeiçoar seu conhecimento, adquirir experiências válidas e superar a si próprio, antes de competir com o mundo, competem com si mesmos.

Enquanto alguns se estagnam, ele evolui. Enquanto outros descansam, ele permanece alerta. Doa-se para receber e ser reconhecido mais a frente. Não descansam, cada dia realizado é um passo ao seu objetivo. Não culpam terceiros, pelos seus erros e paralisação profissional. Não abaixam a cabeça ao perder uma batalha, sabem que tem uma guerra inteira pela frente.

O primeiro passo para ter a sua Máquina de Sucesso Interna, começa hoje, agora!

Rodrigo Quinalha

Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração
Business Manager – HB

SÍNDROME DA MENTE PEQUENA

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Nenhum trabalho é pequeno ou grande por si só, é o profissional que o faz, em sua dimensão. Uma mente pequena converte um grande trabalho, em algo pequeno – Síndrome da Mente Pequena 

Durante os anos de atuação profissional, junto ao mercado de trabalho, sempre nos deparamos com diversos tipos de profissionais, independentemente do nicho mercadológico e área profissional, sejam: clientes, parceiros, chefes, subordinados, empresas, terceiros, alunos, projetos, treinamentos, reuniões, apresentações, cursos, consultas, atendimentos, entre outros.

Os gurus de Administração e Gestão de Capital Humano, nos Estados Unidos, criaram uma linha de pensamento muito interessante e aplicável; através da qual, norteia o entendimento, mensuração e classificação dos mais diversos profissionais, dentro de duas vertentes principais: Soft skill e Hard skill – em suma, explicitar o perfil de qualquer  individuo, dentro do contexto corporativo.

De forma objetiva, Hard skill corresponde a habilidade de executar atividades que dependam diretamente da experiência prévia e conhecimento adquirido, relacionados ao objetivo (core do negócio) da organização. Exemplos práticos: operação de máquinas, computadores, processos de back office (finanças, recursos humanos, expedição, etc), gestão de vendas. Essas habilidades são facilmente observadas e mensuradas, pois as organizações podem estabelecer critérios de controle claros e pré-definidos, são tangíveis, por si próprio.

Soft skill também conhecido como People skill, corresponde a variáveis muito mais difíceis de se observar e mensurar, utilizada por muitos profissionais, muito mais tempo em seu dia, que propriamente hard skill. Parte dos relacionamentos interpessoais, cooperação, trabalho em equipe, comunicação, escuta, comprometimento, disponibilidade, solução de conflitos, entre outros.

Esta metodologia é muito interessante  e proveitosa nos dias atuais, onde temos profissionais bastante deficitários em sua bagagem técnica, experiência e conhecimento, porém com ótimo comportamento e postura junto a organização. Por outro lado, também existem profissionais com alta experiência e conhecimento, com perfis de atuação totalmente deficitários e fracos. Como equilibrar e classificar de forma justa e assertiva estes tipos de profissionais? Como você classifica seu perfil soft e hard? Qual sobressai? Será que não podemos equilibrar essa “balança”?

Depois de um tempo elucubrando sobre esta teoria, cheguei a conclusão que podemos utilizá-la; porém de forma bastante comedida. O que determina ou classifica um bom ou péssimo profissional é uma síndrome a qual denominei de Síndrome da Mente Pequena.

Nenhum trabalho é pequeno ou grande por si só, é o profissional que o faz, em sua dimensão. 

Uma mente pequena converte um grande trabalho, em algo pequeno (Síndrome da Mente Pequena). 

Uma grande mente transforma um trabalho pequeno em algo grandioso! Busque a sua grandiosidade sempre!

 

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração
Business Manager – HB