MARKETING PESSOAL – A MOSCA E A FORMIGA

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Você é uma marca. A sua marca! 

O que seria o tão famigerado e discutível: Marketing Pessoal no mundo dos negócios?

Vender-se por mais do que vale. Parecer mais do que realmente é. Valorizar os seus pontos fortes e realizações profissionais em detrimento de suas limitações e GAPs. Fingir para o chefe e para empresa algo que não é. Super valorização a todo momento e a qualquer custo?

Temos que parar com essas visões contaminadas, errôneas e tratar marketing pessoal, como mais um dos recursos e habilidades de um profissional. Se você, que é o profissional com as suas atribuições corporativas, que entrega seu resultado satisfatoriamente ou até com “surpass target” , não se valorizar junto as suas conquistas, quem o fará? Seu chefe, sua empresa, seu coordenador, seu companheiro de trabalho, quem mais? Não!

Criei uma rápida analogia, para refletirmos, a Mosca e a Formiga, pensem comigo sobre esses dois insetos e como conseguimos identificar seus “parentes humanos”, em um comum ambiente de trabalho. Tenho certeza que na sua empresa está cheia deles, ou um, ou outro.

A Mosca é vista socialmente como um péssimo inseto, sobrevoa restos de lixo, ajuda na transmissão de doenças e contamina alimentos; vivem de forma isolada e individual, cada um por si, com a sua sobrevivência. Porém as moscas tem funções nobres, até desconhecidas (Faltou Marketing Pessoal?) como: polinização de plantas através das flores, suas larvas são muito úteis a medicina legal (investigação de crimes), a pesca e ao processo de descomposição. Mesmo com sua vida média curta de 25 a 30 dias, contribui de sua forma ao ecossistema. Mas sua imagem, ah! sua imagem, bastante prejudicada , ninguém quer uma mosca em sua equipe, ops.. em sua casa, não?

A Formiga anda pelos mesmos bons e péssimos lugares que as moscas, se alimentam de qualquer tipo de alimento, similar as moscas; ademais visita lugares no mundo subterrâneo; além de trazer consigo: bactérias, vírus e infecções.  Mas é o grupo mais numeroso dentre os insetos. Com níveis avançados de uma sociedade organizada, respeita a hierarquia, administra seus recursos disponíveis de forma inteligente, imagem de “um trabalhador exemplar”. Ah! sua imagem sempre conservada, nunca discutível!

Você se assemelha a Formiga ou a Mosca? Com quais desses profissionais você lida dia-a-dia?

Nada adianta se promover ilusoriamente, sem resultado e entrega tangível a organização, realize primeiro, promova-se depois; é como um jogador de futebol em um banco de reserva, aos 40 minutos do segundo tempo, o qual chama o técnico e diz que quer entrar e fará o gol do título, naquele empate sofrido de 2 x 2. já se auto intitulando o herói do campeonato!

Palavras e imagens construídas; antes do resultado e da conquista são fatores que contaminam o verdadeiro Marketing Pessoal.

Atualmente, tem muita “Mosca” querendo se passar por “Formiga”. E muita “Formiga” não reconhecendo seus comportamentos de “Mosca”!

Marketing Pessoal – gritar a todos os cantos para que conheçam suas conquistas e dedicação a organização e aos projetos, isso é válido. Use e Abuse! Porém – Realize Primeiro! Promova-se Depois! Infelizmente, essa ordem não está sendo bem aplicada nos dias atuais. Muito barulho e pouquíssima qualidade e resultados obtidos.

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração
Business Manager – HB

MAIS DO MENOS & MENOS DO MAIS

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” Direita, Esquerda ou Meio. Qual é o seu lado? “

Grande parte da vida, as pessoas decidem atuar e perseguir os extremos, em tudo que os cerca.  Estando sintonizados sempre ao mais ou ao menos, dificilmente, equilibrados ao ‘caminho do meio’.

Ser mais. Ter mais. Parecer mais. Conquistar mais. Poupar mais. Gastar mais. Sorrir mais. Viver mais. 

Um teor de insatisfação já ronda o ser humano, após instantes de uma nova conquista. Ou seja, há uma constância no comportamento humano de nunca celebrar o conquistado, mesmo que seja de grande valia, não há tempo, nem por poucos instantes; afinal temos que buscar pelo próximo desafio, aquele que guiou seus passos até o momento, não é mais suficiente, não é mais satisfatório, não é mais valoroso.

Essas pessoas que se encaixam no cenário acima, devem pensar agora sobre a possibilidade do “Menos do Mais“, ponderando seus esforços, cobranças e buscando um equilíbrio saudável neste comportamento altamente competitivo.

Vivem fazendo o máximo possível e entregando tudo a todos. Cobram-se para serem melhores a todo instante, sem descanso.  Seja no trabalho, universidade, cursos, casa, vídeo game, atividades esportivas; nem durante o lazer, se dá o luxo ao descanso dessa competitividade, com si mesmo e com os outros.

Sentem-se felizes por acumular dinheiro, bens, riquezas. Sentem-se felizes e satisfeitos, por superar suas metas. Sentem-se felizes com o avanço em suas práticas esportivas, superando sua técnica e preparo físico a cada jogo e partida. Sentem-se felizes por buscar aumentos salariais e promoções no trabalho (novos cargos), constantemente. Sentem-se felizes por ostentar o conquistado. Sentem-se felizes por ter seu status social visível a todos.

Não há teto, não há limite. O ‘mais’ gera a o próximo ‘mais’, gera a busca por ‘mais’!

Ser menos. Ter menos. Parecer menos. Conquistar menos. Poupar menos. Gastar menos. 

Viver menos? Não necessariamente.

A sabedoria de vida, peculiar, de cada ser humano é tão diversificada. É exatamente esta heterogeneidade que nos dá essa visão de mundo tão mágica e única.

Muitos seres humanos acham que é sábio fazer o mínimo necessário, o essencial apenas, já é suficiente. Englobando todas as áreas de sua vida, seja trabalho, lazer, entre outros. Nas práticas esportivas o fazem pela sua saúde e bem estar, não buscam ranking ou superação; seguem felizes em se manter, dentro dos seus limites, não o vê como um problema ou acomodação.

O ato de fazer o mínimo necessário é visto e entendido como o mais correto e sábio a ser feito, garantindo que as coisas caminhem ao seu modo de ver, satisfatoriamente.

Esses descansam e se apaziguam quando alcançam o seu essencial. Seguem a tendência do minimalismo, ou seja, trocam supérfluos para garantir de forma segura o seu básico para viver e ser feliz ao seu modo. Não se desafiam. Não se questionam de sua potencialidade para superar os limites. Vêem a porta, mas preferem mantê-la fechada ao invés de buscar o novo o que está ao outro lado. Essas pessoas devem pensar sobre a possibilidade do “Mais do Menos“.

Mas qual seria a melhor forma de agir ao seu ver? “Mais do Menos ou Menos do Mais”? 

Objetivando sempre avançar, evolução contante e superar metas, com alto teor competitivo ou agindo de forma moderada em busca do essencial e do suficiente, sem nenhuma tendência competitiva?

O famoso filósofo grego: Aristóteles (SÉC. IV A.C.) era grande adepto da Temperança: não tinha simpatia pelos excessos, seja numa ou noutra direção!

Como dizia um trecho do livro: “Arte de um Arqueiro Zen – Nem lá, nem cá, simplesmente por aqui“.

Espero que descubramos por onde anda o nosso “por aqui”, a linha tênue que separa nosso caminho do equilíbrio dos nossos extremos.

Rodrigo Quinalha

Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB

MÁQUINA DE SUCESSO – COMPETÊNCIA OU SORTE

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“Oportunidades surgem, porém podem ser criadas na mesma proporção e intensidade

Talvez seja o tema mais delicado sobre o qual decidi escrever, até o momento.

Primeiramente, vale ressaltar que sucesso profissional é subjetivo e definido de acordo com ambições, planos e sonhos individuais, embora existam definições e consensos comuns, pela perspectiva social. Na realidade, quero tratar em um outro patamar esta reflexão, nos desafiarmos e nos assumirmos como: “senhores do nosso destino“; mesmo tendo a consciência que “o acaso e a sorte” possam impactar, em qualquer planejamento comedido e bem estruturado de carreira.

Criei um termo próprio que chamo de “Máquina de Sucesso” a qual pode estar configurada em dois lugares: Externa ou Interna; baseado nesta escolha de “lado”, haverá uma influência contínua, no caminho, deste profissional

Para os profissionais com a Máquina de Sucesso Externa, a dicotomia: sorte ou azar serve, normalmente, como “muleta”, sem sucesso e realização pessoal,  projetam seus fracassos, sempre em diversas variáveis externas. Acreditam veemente que o fato de ter ou não sorte, gerará o resultado final do seu destino.  Culpam sempre seus chefes, empresas, concorrentes, mercado de trabalho, universidade, país que reside, vizinhos, parceiros de trabalho, família, compromissos sociais, entre outros. Muitas vezes até indagam; por que outras pessoas tiveram muita sorte e elas nenhuma. Sentem-se menos confiantes, que podem modificar sua trajetória, serem donos de seu próprio destino, tomar definitivamente as rédias de sua vida profissional, com uma atitude diferente em relação a si próprio. Para esse grupo de profissionais, quem opera sua Máquina de Sucesso, é a vida, estão sempre longe do painel de controle, são reflexos do balanço do mar, seguem a mercê das ondas, navegando sem bússola, leme ou velas.

Se compactuássemos apenas desta visão unilateral como exposta acima, seriamos injustos com um segundo grupo de profissionais. Os profissionais que possuem sua Máquina de Sucesso Interna. Será que não somos nós, que podemos lançar também um pedaço da nossa sorte?

Os profissionais com a Máquina de Sucesso Interna, sentem-se donos dos seus próprios destinos, aceitam os riscos que a vida proporciona, estão dispostos a arriscar. Reconhecem que são do tamanho dos seus sonhos. Apesar destas condições mutantes externas,  com dedicação e esforços necessários, estarão no controle central de sua carreira. Reconhecem que renúncias caminham lado a lado às suas escolhas, tudo tem seu preço. Buscam aperfeiçoar seu conhecimento, adquirir experiências válidas e superar a si próprio, antes de competir com o mundo, competem com si mesmos.

Enquanto alguns se estagnam, ele evolui. Enquanto outros descansam, ele permanece alerta. Doa-se para receber e ser reconhecido mais a frente. Não descansam, cada dia realizado é um passo ao seu objetivo. Não culpam terceiros, pelos seus erros e paralisação profissional. Não abaixam a cabeça ao perder uma batalha, sabem que tem uma guerra inteira pela frente.

O primeiro passo para ter a sua Máquina de Sucesso Interna, começa hoje, agora!

Rodrigo Quinalha

Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração
Business Manager – HB

SÍNDROME DA MENTE PEQUENA

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Nenhum trabalho é pequeno ou grande por si só, é o profissional que o faz, em sua dimensão. Uma mente pequena converte um grande trabalho, em algo pequeno – Síndrome da Mente Pequena 

Durante os anos de atuação profissional, junto ao mercado de trabalho, sempre nos deparamos com diversos tipos de profissionais, independentemente do nicho mercadológico e área profissional, sejam: clientes, parceiros, chefes, subordinados, empresas, terceiros, alunos, projetos, treinamentos, reuniões, apresentações, cursos, consultas, atendimentos, entre outros.

Os gurus de Administração e Gestão de Capital Humano, nos Estados Unidos, criaram uma linha de pensamento muito interessante e aplicável; através da qual, norteia o entendimento, mensuração e classificação dos mais diversos profissionais, dentro de duas vertentes principais: Soft skill e Hard skill – em suma, explicitar o perfil de qualquer  individuo, dentro do contexto corporativo.

De forma objetiva, Hard skill corresponde a habilidade de executar atividades que dependam diretamente da experiência prévia e conhecimento adquirido, relacionados ao objetivo (core do negócio) da organização. Exemplos práticos: operação de máquinas, computadores, processos de back office (finanças, recursos humanos, expedição, etc), gestão de vendas. Essas habilidades são facilmente observadas e mensuradas, pois as organizações podem estabelecer critérios de controle claros e pré-definidos, são tangíveis, por si próprio.

Soft skill também conhecido como People skill, corresponde a variáveis muito mais difíceis de se observar e mensurar, utilizada por muitos profissionais, muito mais tempo em seu dia, que propriamente hard skill. Parte dos relacionamentos interpessoais, cooperação, trabalho em equipe, comunicação, escuta, comprometimento, disponibilidade, solução de conflitos, entre outros.

Esta metodologia é muito interessante  e proveitosa nos dias atuais, onde temos profissionais bastante deficitários em sua bagagem técnica, experiência e conhecimento, porém com ótimo comportamento e postura junto a organização. Por outro lado, também existem profissionais com alta experiência e conhecimento, com perfis de atuação totalmente deficitários e fracos. Como equilibrar e classificar de forma justa e assertiva estes tipos de profissionais? Como você classifica seu perfil soft e hard? Qual sobressai? Será que não podemos equilibrar essa “balança”?

Depois de um tempo elucubrando sobre esta teoria, cheguei a conclusão que podemos utilizá-la; porém de forma bastante comedida. O que determina ou classifica um bom ou péssimo profissional é uma síndrome a qual denominei de Síndrome da Mente Pequena.

Nenhum trabalho é pequeno ou grande por si só, é o profissional que o faz, em sua dimensão. 

Uma mente pequena converte um grande trabalho, em algo pequeno (Síndrome da Mente Pequena). 

Uma grande mente transforma um trabalho pequeno em algo grandioso! Busque a sua grandiosidade sempre!

 

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração
Business Manager – HB

 

A DOR DO RENASCIMENTO

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Dor e renascimento sempre estarão atrelados, renascer exige esforço; abandono do conforto e comodismo; superação do conquistado, em busca do desconhecido. Somente estamos abertos ao próximo passo, quando enfrentamos nossos ‘fantasmas’ frente a frente, em busca de uma nova era, seja pessoal ou profissional.

Renascemos todos os dias, mesmo sem perceber. Recomeçamos a cada pequeno começo, por mais clichê que isso pareça. A cada ato de acordar, temos uma nova possibilidade de escrevermos mais um pedaço de nossa história.

Oportunidade única dada, universalmente, a todos os seres humanos, sem distinção, o fator tempoúnico bem distribuído de forma igualitária desde a concepção da humanidade. A grande chance de nos aproximarmos ou nos afastarmos de nossos sonhos e objetivos.

Quando tratamos de renascimento, muitas vezes somos remetidos a imagem mitológica da ave Fênix, que renasce das cinzas, com grande esplendor. Prefiro muito mais a realidade, em detrimento dos contos de fadas; assim compartilho com vocês um pouco da história da Águia.

Porque a ave Águia? Sempre admirei sua natureza de ataque e sobrevivência, seus dons naturais de visão e velocidade. Porém não sabia que poderia encontrar em um simples animal, com um estudo mais detalhado, uma metáfora com grande semântica . Dentre todos os animais presentes na Terra, asseguro como um exemplo único de renascimento.

Pense grande. As águias não caçam moscas, apesar de alcançá-las facilmente. Você anda caçando moscas em 2 metros de altura com todos esses recursos próprios disponíveis ou como uma águia, está sobrevoando grandes planícies e montanhas?

A águia, a ave que possui a maior longevidade da espécie. Chega a viver 70 anos, mas para chegar a essa idade, aos 40 anos, próximo a sua meia-vida, ela tem que tomar uma séria e difícil decisão.

Aos 40 anos a águia está com as unhas compridas e flexíveis e não consegue mais agarrar as presas, das quais se alimenta. O bico alongado e pontiagudo se curva. Apontando contra o peito estão as asas, envelhecidas e pesadas em função da grossura das penas, e voar já é tão difícil.

A águia só tem duas alternativas; morrer ou enfrentar um dolorido e longo processo de renovação, que irá durar no mínimo 150 dias.

Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e se recolher em um ninho, próximo a um paredão onde ela não necessite voar. E sem covardia, enfrenta a segunda opção com afinco, sem questionar, sabe do seu potencial, sabe que precisa renascer para continuar seu caminho. A águia bate com o bico em uma pedra ou protuberância  até conseguir arrancá-lo. Após arrancá-lo, espera nascer um novo bico, com o qual vai depois arrancar suas unhas, sim, uma-a-uma. Quando as novas unhas começam a nascer, a águia começa a arrancar as velhas penas, sim, uma-a-uma.

Após cinco meses, doloridos, sai para o famoso voo de renascimento, mais forte, renovada, para viver mais 30 anos.

Em nossa vida, muitas vezes, temos que nos resguardar por algum tempo e começar um processo de renovação e renascimento.

Para que continuemos a voar em busca das vitórias, devemos nos desprender de cargos, funções, profissões, empresas, pessoas, costumes, lembranças, atividades, hábitos e coisas que não nos brilham mais os olhos.

Somente livres do peso do passado, poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz.

Renascer é preciso. Nascer ocorre somente uma vez, em sua história. Renascer somente depende de você!

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB

ARREPENDIMENTO – TALVEZ NÃO, TEMOS TÃO POUCO TEMPO

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Um tema intriga a consciência e discernimento direto, sobre cada decisão tomada acerca das escolhas profissionais e pessoais, fincadas pelo ser humano, durante todo o ciclo de sua vida.

Como decidimos nossos caminhos e escolhas? Será que somos norteados apenas por uma fórmula aleatória humana: razão, intuição, exemplos familiares, referências externas, experiência de vida, anseios, sentimentos, ambição, receios, comodismo, desafio, medo?

Somos bombardeados desde cedo, a traçar trilhas e destinos definidos como exitosos, por desconhecidos terceiros, que sem conhecer sua real missão; projetam seus frutos imaginários, com sensos sociais limitados de “êxito e sucesso”, sobre nossos caminhos – famigerado ‘status quo‘.

Somos convidados a alcançar níveis de sucesso estabelecidos dentro de nossa casa, sociedade, vizinhos, amigos e sonhos criados de forma ilusória e falsa, não por nós mesmos, porém por influências externas, com ou sem sentido algum; sendo ainda revisitados e renovados a todos os momentos de nossas vidas, em um ciclo contínuo e sem fim.

Cobranças constantes, como: formação de primeira linha em uma instituição de ensino reconhecida pelo mercado; emprego admirado; cargo respeitável; maior salário e reconhecimento financeiro; expectativas de bens; carro importado; condomínios luxuosos;  viagens pelo mundo; o famoso modelo american way of life. O que de tudo isso lhe comove e motiva, realmente?

São os 4 maiores arrependimentos e declarações do ser humano ao final de sua trajetória:

Gostaria de ter trabalhado menos. Vivido mais

Nunca se trabalhou tanto como na sociedade da informação atual. Essa máxima é questionada por praticamente todos que conheço, porém são os mesmos, que não se planejam, se dedicam, se desafiam e se ‘reinventam’ a superar esta necessidade e obrigatoriedade. O “pagar as contas” atrofia grandes e lindos sonhos. Nossos antepassados não trabalhavam mais de 5 horas por dia, apenas coletavam e preparavam seu alimento – subsistência diária. A partir do século XVI, a relação com trabalho mudou, através da ética protestante, sendo que o destino das almas estava associado diretamente ao sucesso profissional terreno, ou seja, o trabalho passou a figurar no centro da vida do ser humano.Atualmente, muitos seres humanos não conseguem conectar as suas atividades de trabalho com um produto final, isso gera falta de sentido e valor agregado, pelo o que realiza. Você já perguntou o que e quais impactos suas atividades geram a sociedade, pessoas, humanidade além de um simples holerite ao final de um mês e em média, 160 horas de seu tempo?

Faltou coragem para viver a vida que desejava, não a vida que esperavam de mim

O ser humano é um animal social, não temos como negar essa definição. O ser humano necessita por natureza, agradar e ser aceito. O Facebook é maior prova desta necessidade de aceitação intrínseca ao ser humano. Com a evolução, aprendemos a criar e manter alianças o que modificou diretamente, nosso comportamento. Quantas vezes você já realizou algo pelos outros e não por você? Quantas vezes as suas decisões foram norteadas por diversos fatores externos, porém não por suas vontades e missões de vida mais reais e profundas? Difícil efetuar auto-análise e sempre será. É neste ponto, que a auto-reflexão e auto-crítica abrem inúmeras portas as novas possibilidades na determinação do seu caminho e mitigação de arrependimentos infundados.

Expressado meus sentimentos, sempre que tive a oportunidade e não o fiz. Mantido mais contato com os meus verdadeiros amigos

Para ilustrar este ponto, destacamos as duas principais frustrações. Não precisamos de relações humanas diversas (milhares de amigos virtuais distantes, em redes sociais, por exemplo), mas sim, de amigos efetivamente próximos que participem dos seus dias, que compartilhem seus dias de Sol e Chuva com o mesmo sorriso. As relações sociais cultivadas influenciam diretamente a satisfação na fase da velhice, comprovado por diversos estudos psicológicos. Cultive seus laços humanos verdadeiros e invista nas pessoas que merecem o seu melhor.

Queria ter sido mais feliz

Imagina, chegar ao final de uma vida e proferir essa frase, seria lamentável. Vamos esperar este ponto de chegada? Como dizem os grandes sábios “a beleza da viagem não está no destino e sim no trajeto”. As pessoas esperam todas Semanas pela Sexta-feira. Esperam todos os Anos pelo Verão e uma Vida inteira pela Felicidade. E você vai esperar até quando?

Arrependimentos? Não, não temos tempo para isso, alcançar nossos verdadeiros sonhos internos e missão de vida, apartados das expectativas de ‘terceiros’, é muito mais importante.

Somos e sempre seremos do tamanho dos nossos sonhos.

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB