EMPRESA FAMILIAR

familiar

“Filho rico, pai nobre e neto pobre”. Quantas vezes não escutamos e vemos essa célebre frase, refletida a diversas gerações de pequenos, médios e grandes empresários

Todos nós sabemos que o sucesso, em qualquer área da vida, inclusive: pessoal, profissional e corporativa é oscilante. Passamos por momentos de turbulência e bonança. No que tange o mundo empresarial, esta regra não soa de forma diferente.

A dinamicidade do mercado, inflação, interferência estatal sobre organizações privadas, estratégia esparsa, acirrada competição mercadológica, encurtamento no ciclo de vida dos produtos, impactos por crises econômicas globais ou setoriais, alta carga tributária, obstáculos na formação e gestão de capital de giro, ademais uma infindade de variáveis tangíveis e estratégicas, que podem afetar a saúde financeira de uma organização.

As empresas de formação familiar caracterizadas pelo histórico da gestão sempre mantida dentro da árvore genealógica, transitando de pai, filho, neto, bisneto e assim por diante, com tímida ou nula participação de executivos externos de mercado.

No Brasil, temos números bastante estarrecedores sobre a evolutiva  e sobrevida das empresas familiares:

  • 75% das empresas familiares fecham após a morte de seu fundador
  • Apenas 25% chegam a Segunda Geração Familiar
  • Apenas 5% chegam a Terceira Geração Familiar

Parecem números “normais”, mas não são. Quando tratamos de negócio, qualquer empreendedor se preocupa com dois momentos chaves. O primeiro refere-se a manutenção (famoso “pagar as contas”) da empresa após aberta e o segundo a sobrevida, evolutiva e expansão da própria.

Fica claro que a competência para ser empreendedor ou gestor não é a qualquer ser humano e profissional; mais ainda não pode ser transmitida via DNA, entre pai e filhos. 

Ter dinheiro,  ideia ou sentar sobre uma marca consagrada no mercado, não lhe dará a certeza de sucesso, em seu empreendimento, dentro de um negócio familiar. Isso é insuficiente.

Temos diversas empresas familiares bem-sucedidas mundialmente, como: Salvatore Ferragamo, Benetton e o Grupo Fiat na Itália; L’Oreal, Grupo Carrefour, LVMH e a Michelin na França; Samsung, Hyundai Motor e Grupo LG na Coreia do Sul; BMW, e Siemens na Alemanha; Kikkoman e Ito-Yokado no Japão e, finalmente a Ford Motors Co. e Wal-Mart nos Estados Unidos. Mas não se iluda!

O grande desafio desse formato de empresa é garantir que a profissionalização ocorra rapidamente e suas gerações sejam preparadas para enfrentar o dinamismo futuro e herdar todos os problemas e oportunidades, que seguem na mesma balança e intensidade. Ademais, ter aptidão é um ponto, porém a paixão, interesse e dedicação das novas gerações ditarão a caminhada de qualquer organização familiar.

Não esqueça, veremos ainda muito isso ocorrer: “Filho rico, pai nobre e neto pobre”! É cíclico e será o preço pago pelas empresas que não se inovarem ou se profissionalizarem devidamente.

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB

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