EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD) & PRECONCEITO CORPORATIVO

ead

A fronteira do conhecimento é somente ilusória, quem a constrói e estabelece é quem a busca. Sem preceitos, essas fronteiras não são mais limitadores e se transformam em meros meios e aceleradores ao ‘saber’. Digo mais, a vontade e preparação  do ‘ensinar’, gera a mesma vontade do ‘aprender’, é uma troca harmônica e equalizada sempre – Rodrigo Quinalha

Atualmente, o número de alunos no país, matriculados em cursos EAD – Ensino a Distância, já se equipara ao  presencial, uma informação bastante provocativa e convidativa. Uma ruptura real de paradigma e advento de uma nova cultura, que se faz explícito, um novo meio ao consumo da informação e construção do conhecimento.

No ano 2000, o Brasil tinha um pouco mais de 5.200 estudantes matriculados em cursos de graduação não presenciais. Já em 2011, baseado em um senso realizado, pelo próprio MEC – Ministério da Educação, indicou cerca de 1.000.000 (Hum Milhão) de alunos, um aumento cerca de 2.000%, realmente um indicador significativo e grandioso, em uma análise do timeline em 10 anos. Para se ter uma idéia mais precisa, formam-se mais de 155 mil alunos nos cursos a distância de graduação, por ano, sem contabilizarmos: cursos in company, pós graduação, extensões, especializações e cursos livres, providos neste formato.

Tendo em vista, as instituições de ensino que provem este tipo de formação (não presencial), já totalizam: 142 credenciadas no MEC, que oferecem mais de 1.044 cursos, uma média de aproximadamente 7 cursos, por instituição. O MEC lançou um serviço chamado ‘E-MEC’ que é atualizado em tempo real, permitindo pesquisas por cursos, instituições credenciadas, modalidade, localidade e indicadores de qualidade (IGC e CPC); importantíssimo suporte e referência na seleção deste serviço educacional.

As TICs – tecnologias de informação e comunicações disponíveis (software / hardware / Internet), sem dúvida, tem sido os grandes viabilizadores deste sucesso e crescente engajamento desta modalidade de formação ao mercado brasileiro. Não podemos negar que o crescimento da educação a distância está associada a democratização ao uso da Internet, no Brasil. Atingindo não somente o público padrão definido sempre por jovens pertencentes a classe média; veja: crescimento de 67% no uso da Internet, nas zonas rurais do país; outro dado interessante, um aumento de 300% na utilização de aparelhos (conexões móveis), como tablets e smartphones.

É visível a adoção deste modelo de formação pelos profissionais / estudantes, basta aferir as estatísticas. Porém como as empresas e o mercado corporativo reagem e julgam ao se defrontar, com esses formandos através dessa nova cultura de conhecimento – modalidade virtual (não presencial)?

Apesar dos esforços do governo de equiparar os cursos não presenciais aos presenciais, sem distinção, esbarramos ainda na cultura arcaica, recrutadores mal informados e hábitos enraizados, que pré-julgam: como formações de baixa qualidade e que os alunos aprendem menos, neste formato. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), é considerado que o certificado de um aluno pelo sistema EAD e pelo sistema Presencial, deve ser exatamente igual, vedando qualquer discriminação ou distinção. 

Em relação ao meio corporativo, especialmente as empresas de visão tradicional e restritiva, acredito veemente que o tempo será a melhor resposta aos “Nãos” atribuidos aos pioneiros formandos de forma virtual. Desprezam uma mão de obra de grande potencial, que será tratada de forma igualitária, sem distinção, sem dúvida alguma com passar do tempo, é um processo sem retorno, não regressará. Ótimos profissionais não se formam apenas com certificados fixados na parede, isso é apenas um meio; formam-se na: dedicação, paixão e afinco perante sua profissão.

Desde cedo, aprendi “quem faz o colégio, curso ou universidade é o próprio aluno“, apesar dos recursos humanos (professores) e estrutura providos sejam escassos ou exacerbados; continuo acreditando nessa máxima. Renegar o novo, pode ser cômodo em um primeiro momento. Quem apostar contra, cuidado, em breve poder-se-á encontrar dentro de um curso on-line ou vendo seus filhos optando por esta modalidade, em futuro próximo.

Esteja conectado! O conhecimento não pertence a ninguém, instituição, modelo de aprendizado, lugar; tudo isso são somente meros meios, nunca serão o fim deste sábio processo. Aproveite-os ao seu favor da melhor forma, acelere seu caminho. O meio, modelo e formato de aprendizagem mais adequado quem define é você!

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB

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