VIRTUAL DEPENDÊNCIA

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“A cultura e hábitos atuais não distinguem mais, o que é virtual do real e vice-versa, seja no meio profissional ou pessoal”

A discussão sobre este assunto tornou-se um grande tabu. É como conversarmos com um viciado em qualquer tipo de “entorpecente”. Praticamente não há margem para mudanças ou reflexão. A necessidade é maior do que qualquer justificativa verbal.

A escravidão de um homem, não é somente com a restrição a sua liberdade física; a escravidão mental ou psicológica possuem o similar impacto.

Como alguém em pleno 2013, pode questionar a nossa dependência defronte aos recursos tecnológicos e Internet?

A importância, benefícios e aplicabilidade da tecnologia, nunca mais poderão ser discutidos, está visível a todos, como esse novo mundo tecnológico e o advento da Internet modificou profundamente como as pessoas se relacionam e como as empresas fazem negócios.

Dificilmente, encontramos os seres humanos conectados ao presente momento, estão sempre com seu celular ou tablet, em mãos. Basta repararmos nas filas de banco; aguardando um prato, em um restaurante; antes de iniciar uma reunião profissional, no consultório odontológico e outras diversas situações.

Vivenciando sempre este mundo convidativo, atrativo e apartado da “realidade física”, porém mas interessante que o real, muitas vezes. Vivenciando uma experiência “intangível”, porém mas interessante que a “tangível”.

Como posso descobrir se possuo esta tal de “virtual dependência”? Basta responder algumas dessas questões e refletir:

– Com que frequência outras pessoas em sua vida se queixam com você, sobre a quantidade de tempo que você passa online?

– Com que frequência você checa suas mensagens na Internet, antes de qualquer outra coisa, que você precise fazer?

– Com que frequência você bloqueia pensamentos perturbadores, sobre sua vida com pensamentos leves de internet (“rota de fuga”)?

– Com que frequência você se flagra pensando como a vida sem internet seria chata, vazia e sem graça?

– Com que frequência você dorme pouco por ficar logado durante a madrugada?

– Com que frequência você tenta diminuir a quantidade de tempo que fica online e não consegue?

– Consigo dormir tranquilamente, mesmo vendo que há uma notificação no Facebook, aguardando até o próximo dia?

São questões simples que mostram sua dependência psicológica e mental ao mundo virtual!

E se eu te contar que existe problemas adicionais a este, hipersensibilidade física a tecnologia e aparelhos, você acreditaria?

Nos Estados Unidos, EHS (sigla em inglês: Hipersensibilidade a Eletrônicos), cujos sintomas estão associados à exposição a diversas fontes de campos eletromagnéticos. A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirma que a EHS é caracterizada por uma variedade de sintomas pela exposição: telas de TVs e celulares. Entre os indícios estão: vermelhidão, formigamento, sensação de queimação, fadiga, cansaço, dificuldade de concentração, tontura, náusea, distúrbios digestivos e taquicardia.

Por incrível que pareça, os casos de EHS têm maior incidência nos países, como: Suécia, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido, Áustria, Estados Unidos e França. Apesar de alguns países negarem essa associação da saúde mental e física, com esta dependência, há casos e relatos reais da melhora funcional de diversos pacientes por todo o mundo.

Nos Estados Unidos, uma pequena cidade, chamada Green Bank em Virgínia se tornou o “novo abrigo”, para aqueles que se dizem alérgicos a radiação eletromagnética emitida, por esses eletrônicos. Uma vida simples e pacata, longe dos equipamentos modernos!

Como equilibramos essa necessidade e dependência, na era Moderna? Negar não será o melhor caminho, porém aceitar como normal essa ligação 24 horas por 07 dias de semana, também não seria a melhor e mais sábia escolha?

Não esqueçam que não faltam fatos e vestígios do impacto negativo das tecnologias a saúde humana. Considere isso a sua rotina.

Como diziam os velhos sábios: “O veneno e o remédio são iguais, somente muda a sua dosagem”. Controle diariamente seu dosador!

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração
Business Manager – HB

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