“LEI DA ATRAÇÃO” – VOCÊ ATRAI OU CRIA?

pensamentos

“Tudo é energia e isso é tudo o que há. Sintonize a realidade que você deseja e inevitavelmente essa é a realidade que você terá. Não tem como ser diferente. Isso não é filosofia. É física” – Albert Einstein

Desde da publicação do famoso livro “O Segredo”, há grande interesse social e corporativo de entender e aplicar os conceitos referentes a “Lei da Atração”. A pergunta fundamental que deve ser feita é: você ATRAI ou CRIA?

Suposição válida a qualquer cenário pessoal e profissional: promoção, demissão, oportunidade, melhoria de vida, relacionamentos, aquisição de um bem material, novos negócios, realização de sonhos; enfim, criamos ou atraímos esses fatores? Mais do que simplesmente um fator de miticismo ou crédulo, a lei implacável, simples e real: deve ser, você ATRAI ou CRIA?

Sobre essa questão,  partimos a uma visão chave e de ruptura, na forma de enxergar o que lhe cerca. Se você disser que em seu caso, ATRAI. Então as coisas estão do lado de fora. Tratam-se de variáveis externas que você ATRAI, até você e não controla efetivamente nenhuma delas. Como um mero coadjuvante, você não participa de forma direta, em sua criação ou elaboração. Já o atrai concebido, como mero “acaso” de um destino.

Mas isso não está acontecendo, você não ATRAI nada, apenas CRIA. O fluxo da realização é feito de dentro para fora. Parece inicialmente filosófico demais esse ponto, porém vamos refletir.

Qualquer coisa que você tenha na sua vida, você as trouxe de dentro para fora, foram todas originadas e criadas, dentro de você. Nos referimos a: sua riqueza, pobreza, emprego, namorada (o), educação, entre outros. Sim, foram criadas por você, vieram de você, sejam positivas ou negativas.

Podem ser que tenham sido criadas em um outro momento de sua vida, através de um diferente contexto e agora você está vivenciando, o que projetou há alguns meses ou anos atrás. O fator mais importante a sua compreensão é entender que tudo começa de dentro e depois reflete para fora, ao meio externo, como uma obra de arte sendo pintada por um artista. Você criando constantemente e dinamicamente, a sua vida.

Então você precisa se convencer de toda criação é realizada, internamente. Não atraída. Perceba o fluxo.

O que você anda cultivando dentro de você? Seus pensamentos, desejos, bagagem de conhecimentos, motivação, sonhos. São eles que lhe propulsionarão a realização externa. Se você não tem o molde (blueprint) do sucesso e da realização estampados internamente, nunca serão manifestadas, não há meio de criá-los, sem referência ou sem modelo. O externo é “uma cópia” do que você tem dentro. 

O tempo todo estamos correndo para ter e conquistar “coisas”, galgar posições e nos realizarmos, lá fora. É natural. É de nossa cultura esse comportamento. Pois somos orientados, por palavras de fora. E não nos damos conta da importância de nossa natureza interna.

Reflexão é sobre ir para dentro. Faça uma simples experiência, mesmo se você não tiver R$ 50,00 na carteira. Passe os próximos 3 dias refletindo, focando e meditando, sobre esse objetivo. Você será capaz de criá-lo. Simples assim. Mentalize suas conquistas, uma a uma. Conquistou pouco do que ainda há de conquistar defronte aos seus maiores sonhos, mas não acorde e durma um dia sequer, sem mentalizar seus próximos passos e objetivos, sejam pessoais ou profissionais.

Tenha um sonho grande, durma e acorda com ele.  Olhe no espelho todos os dias, no fundo dos seus olhos e fortaleça seus objetivos. “Eu posso, eu consigo”. Faça do tempo seu aliado. Veja-o como um fator positivo e não negativo, em seu trajeto.

Preocupe-se menos, com o lado externo. Acontecerá por si só, como o equilíbrio da natureza, onde sabe em qual época do ano deve deixar sua folhas caírem, para que possa proporcionar frutos mais adiante.

Nunca espere algo que não deseja e nunca deseje algo, que não espera. Quando você mentaliza algo que não quer, atrai o indesejado e quando deseja algo que não espera, está simplesmente dissipando a valiosa força mental.

Então, lhe desafio, vamos começar a CRIAR? E esquecer o ATRAIR?

Sucesso!

Rodrigo Quinalha

Palestrante Corporativo

Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 

 

 

 

 

SILENCIOSO GRITO DE SOCORRO

DONGA STICK FIGHTING SURMA TRIBE - ETHIOPIA

“Quantas vezes não apontamos o dedo a pessoas e profissionais, em nossa vida, culpando nossas frustrações e erros próprios; a quem está tentando entregar seu melhor, palavras proferidas ao vento não trazem mudanças na temperatura ou cessa uma incessante chuva. Somente interfere ao sagrado silêncio”  – Rodrigo Quinalha

Há uma tribo africana denominada Surmas que tem costumes e tradições com grande semântica, que gera sem dúvida reflexões bastantes profundas ao nosso mundo ocidental, seja através da perspectiva social, como pela corporativa.

Este povo estava isolado há mais de 35 anos de qualquer contato com civilizações ocidentais; ocupa uma área remota no sudoeste da Etiópia.

O que me chamou atenção de forma especial a essa tribo, apesar de sua conduta atribuída como “barbará” e vida simples; é a gestão efetiva de conflitos, respeito mútuo e justiça social empregada, afim de manter a coesão e união entre seus entes. Algo imprescindível ao mundo dos negócios atual, onde vemos rupturas e descolamento dos colaboradores dentro de suas próprias equipes, como do contexto mais amplo na missão, valores e estratégia de sua corporação.

Quando alguém faz algo prejudicial ou impacta de forma grave o convívio social, a tribo convida a pessoa para o centro da aldeia, onde passa a ser visto por todos. A tribo se reuni e o rodeia. E durante dois dias, eles vão dizer ao homem todas as coisas boas que ele já fez, recordar todos momentos de glórias, superação, amor, afeto, acertos, gestos significativos e realizações alcançadas, em sua vida até o momento. Durante  48 horas, em um revezamento incessante, esse membro da equipe recebe palavras das mais diversas classes sociais: líderes, crianças, idosos, curandeiros, adolescentes e adultos.

A tribo acredita, sabiamente, que cada ser humano vem ao mundo, como um ser integro e “limpo” dos desvios “mundanos”; durante a vida seguimos nossos desejos em busca de fatores como: sobrevivência, segurança, amor, paz, conquistas e felicidade. Porém, na busca dessas realizações, é aceitável e normal que as pessoas cometam erros e desvios durante seu trajeto, um processo visto como natural.

A comunidade enxerga aqueles erros como um grito de socorro e de ajuda. Não de condenação ou de “bode expiatório”. Oriunda desta união, inicia-se a transformação, recuperação e continuidade da vida deste membro junto a tribo, seu time, sua equipe.

Unem-se  para erguê-lo por diversos braços e mãos, como um vencedor de uma milionária corrida de Fórmula 1; depois de todas palavras proferidas e feitos recordados; para reconectá-lo com sua verdadeira natureza, para lembrá-lo quem realmente é, qual time/tribo ele pertence; até que se recorde totalmente de “sua verdade”; da qual ele tinha se desconectado temporariamente.

Quantas vezes você não vivencia situações em seu ambiente de trabalho, onde encontrar culpados torna-se mais importante que a solução. Quantas vezes você não vivencia situações de denegrimento a imagem ou ao trabalho de alguém, muitas vezes de forma injusta; embora raramente; depara-se com elogios e reconhecimento.

Reconhecer, transformar e estender a mão. Pertence a poucos profissionais de alto gabarito. Identificar um grito de socorro alheio, por mais silencioso que seja, mostra como sua audição da maturidade está afiada e funcionando a favor de seus propósitos

“Quantas vezes não apontamos o dedo a pessoas e profissionais, em nossa vida, culpando nossas frustrações e erros próprios; a quem está tentando entregar seu melhor, palavras proferidas ao vento não trazem mudanças na temperatura ou cessa uma incessante chuva. Somente interfere ao sagrado silêncio” 

Rodrigo Quinalha

Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB

INSATISFAÇÃO HUMANA CONSTANTE

tempo-nisto-somos-iguais-temos-24-horas-todos-os-dias

Ser ou ter. O que move e alimenta? Ser humano insatisfeito por natureza?

A  acentuada realidade social focada na valorização do que temos, sobrepondo o que somos, traz consigo uma insatisfação natural a grande parte dos profissionais. Torna-se cada vez mais difícil, sentir-se satisfeito e pleno com pouco ou merecido objetivo conquistado, seja no âmbito profissional ou pessoal. Esse artigo sobressai do mundo corporativo padrão e negócios, segue dentro de uma observação que venho realizando a alguns anos no mercado, entra em uma reflexão importantíssima; sobre o principal fator de sucesso corporativo: o recurso humano.

Sofremos uma adaptação social, nos últimos anos, criando um ciclo vicioso sem término, no qual todos entramos de forma parcial ou integral todos os dias.  Não celebramos mais as presentes conquistas, sejam as pequenas ou grandiosas, da forma como deveria, sempre projetamos a próxima, afinal a conquistada já se tornou insuficiente, não tem mais o brilho social ou profissional, que tanto almejamos e significamos, anteriormente, no início desta jornada.

Hoje os recursos emocionais se sobrepuseram aos racionais a um profissional bem sucedido, diria que bate frente a frente, ao menos.

A ambição é uma característica ótima a qualquer profissional, uma força motriz, que gera grandes benefícios em qualquer carreira. Porém ela por si só: sem direção, irreal, excessiva, sem aplicabilidade e míope; torna-se um grande deturpador da realidade. Remove os méritos de qualquer conquista independente da sua grandiosidade. Liberdade sem sabedoria é poder sem direção.

Quanto tempo dedicamos aos nossos novos planos, projetos e objetivos – desde a concepção, desejo, planejamento e execução? Com todas dificuldades pertinentes e particulares; alcançamos um a um e depois, quanto tempo dedicamos a celebração desta conquista? Caso você faça uma auto-análise e encontre a resposta: “Praticamente nenhum tempo.. ou muito pouco..”. Saiba que você se enquadra a avassaladora maioria de profissionais que vivem, agem e pensam dessa forma.

Criei uma expressão denominada: “Expressão 360 em 001″ – 360 Dias de batalha e dedicação para celebrá-lo em apenas 001 Hora. Quando essa proporção não é maior. Afinal já temos novos olhos imediatos ao próximo alvo e conquista. Esse não importa mais, já está nas mãos. Os meus workmates não vão mais me elogiar a partir de agora. O meu vizinho não falará mais sobre essa minha conquista pessoal, preciso ir para próxima. Os louros já se esvaíram, Esquecemos inclusive de cada batalha dessa guerra, das noites perdidas, horas dedicadas, estudo, análise, tempo, superação.

Vamos buscar algo novo, qual? Não se preocupe, não importa, mesmo que não sabemos ainda o que seja!

A procura constante por algo, que nem nós mesmos sabemos o que é, exatamente; traz impactos diretos e reais ao nosso emocional e o principal deles é uma angústia contínua e sem cura, originada pelo ciclo vicioso ao qual somos convidados e inseridos, diariamente.  Ao não se contentar com uma vitória, não importa seu tamanho, o ser humano acaba criando um “sentimento de fracasso contínuo”. A insatisfação profissional e pessoal está ligada muito diretamente a esse ponto.

Estudos comprovam que esse aceite de comportamento pode dar início a uma série de problemas que, atualmente, já são consideradas “doenças da alma”, tais como: depressão, falta de motivação, infelicidade, insatisfação. A conseqüência é uma sensação de frustração eterna que acabará atrapalhando a sua vida pessoal e  profissional, inclusive a partida a outros objetivos.

Quando não conseguimos celebrar as nossas próprias vitórias, elas perdem o sentido. De que adianta tanta luta, tanta superação, se ao chegar ao topo, se você não sente satisfeito? Não é errado querer crescer, o erro está em querer sempre mais, sem que isso signifique a sua real realização e merecimento, distorcido de sua realidade.

Por mais que pareça clichê, é preciso que você curta e celebre cada segundo da sua vida, incluso o seu mundo profissional. As metas que estabelecemos devem fazer parte da nossa busca pela felicidade e não o contrário. Comece a perceber as razões de tanta busca e priorize aquelas que realmente sejam necessárias para você.

Certamente, assim, os obstáculos serão mais fáceis de serem superados e cada vitória terá um sabor duradouro e  mais especial!

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB

EMPRESA FAMILIAR

familiar

“Filho rico, pai nobre e neto pobre”. Quantas vezes não escutamos e vemos essa célebre frase, refletida a diversas gerações de pequenos, médios e grandes empresários

Todos nós sabemos que o sucesso, em qualquer área da vida, inclusive: pessoal, profissional e corporativa é oscilante. Passamos por momentos de turbulência e bonança. No que tange o mundo empresarial, esta regra não soa de forma diferente.

A dinamicidade do mercado, inflação, interferência estatal sobre organizações privadas, estratégia esparsa, acirrada competição mercadológica, encurtamento no ciclo de vida dos produtos, impactos por crises econômicas globais ou setoriais, alta carga tributária, obstáculos na formação e gestão de capital de giro, ademais uma infindade de variáveis tangíveis e estratégicas, que podem afetar a saúde financeira de uma organização.

As empresas de formação familiar caracterizadas pelo histórico da gestão sempre mantida dentro da árvore genealógica, transitando de pai, filho, neto, bisneto e assim por diante, com tímida ou nula participação de executivos externos de mercado.

No Brasil, temos números bastante estarrecedores sobre a evolutiva  e sobrevida das empresas familiares:

  • 75% das empresas familiares fecham após a morte de seu fundador
  • Apenas 25% chegam a Segunda Geração Familiar
  • Apenas 5% chegam a Terceira Geração Familiar

Parecem números “normais”, mas não são. Quando tratamos de negócio, qualquer empreendedor se preocupa com dois momentos chaves. O primeiro refere-se a manutenção (famoso “pagar as contas”) da empresa após aberta e o segundo a sobrevida, evolutiva e expansão da própria.

Fica claro que a competência para ser empreendedor ou gestor não é a qualquer ser humano e profissional; mais ainda não pode ser transmitida via DNA, entre pai e filhos. 

Ter dinheiro,  ideia ou sentar sobre uma marca consagrada no mercado, não lhe dará a certeza de sucesso, em seu empreendimento, dentro de um negócio familiar. Isso é insuficiente.

Temos diversas empresas familiares bem-sucedidas mundialmente, como: Salvatore Ferragamo, Benetton e o Grupo Fiat na Itália; L’Oreal, Grupo Carrefour, LVMH e a Michelin na França; Samsung, Hyundai Motor e Grupo LG na Coreia do Sul; BMW, e Siemens na Alemanha; Kikkoman e Ito-Yokado no Japão e, finalmente a Ford Motors Co. e Wal-Mart nos Estados Unidos. Mas não se iluda!

O grande desafio desse formato de empresa é garantir que a profissionalização ocorra rapidamente e suas gerações sejam preparadas para enfrentar o dinamismo futuro e herdar todos os problemas e oportunidades, que seguem na mesma balança e intensidade. Ademais, ter aptidão é um ponto, porém a paixão, interesse e dedicação das novas gerações ditarão a caminhada de qualquer organização familiar.

Não esqueça, veremos ainda muito isso ocorrer: “Filho rico, pai nobre e neto pobre”! É cíclico e será o preço pago pelas empresas que não se inovarem ou se profissionalizarem devidamente.

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB

HUMILDADE CORPORATIVA

humildade

Sua função nunca será a mais importante, dentro de uma organização, não importa seu cargo e resultados trazidos. Entenda que sem sinergia, humildade, transparência, trabalho em equipe e complementariedade, nenhuma empresa se torna bem sucedida coletivamente e você, individualmente – Rodrigo Quinalha

Ao conseguir o primeiro emprego na área desejada, talvez tenha sido a novidade mais comemorada, que qualquer outra promoção, durante minha carreira, década de 90. A sensação foi diferente e única. Apostarem em seu potencial, ao ingressar dentro de uma estrutura corporativa e profissional pela primeira vez, independente do nicho mercadológico ou função atribuída.

A empresa era de porte pequeno a médio, indústria focada em fabricação de campainhas, letreiros luminosos e equipamentos para ônibus e transporte público, porém defronte a este “negócio específico”; havia um aprendizado corporativo dos mais importantes, que levaria junto comigo, lado a lado, por toda a minha carreira corporativa. A compreensão da importância de ter ao meu lado, um grande aliado em qualquer carreira: Humildade.

Ao receber o aceite da minha contratação, inicialmente, como Analista Jr. WEB – seria responsável por todas as veiculações da empresa na Internet e sistemas B2C (e-commerce) e B2B. Sendo  requisitado que estivesse na data agendada na frente do portão C, no primeiro dia de trabalho. Ao chegar com antecedência de 30 minutos, vestido com trajes sociais, sentei na recepção e observei que era o portão de entrada dos operários da fábrica, entrando um a um; enquanto observava pessoas do administrativo entrando ao lado, pelo portão B, separadamente, sentido ao escritório central.

O diretor me recebeu, após 25 minutos, deu as boas-vindas e informou que as minhas atividades iniciariam pelo “chão de fábrica”.

Naquele primeiro momento, não gostei nenhum pouco dessa recepção e informação, algumas frases e vozes soaram em minha mente de imediato: “havia estudado por anos – TI  – tecnologia da informação para estar a frente de computadores e não máquinas de uma fábrica”; “não havia sido contratado para fazer essa função”; “porque não iniciam entendendo melhor meu potencial, onde realmente sou preparado para atuar?”. Segui o diretor passo-a-passo em direção a fábrica, pensativo e silencioso; fui apresentado ao coordenador de produção, o diretor de forma simples proferiu os seguintes dizeres a mim: “Primeiramente, necessita conhecer nosso negócio, nosso dia-a-dia, antes de sentar em uma cadeira distante de nosso core business. Ademais, conhecer de forma mais abrangente, quem são as pessoas que aqui trabalham, o que realizam, qual fruto dos seus trabalhos. Daqui que sairá seu salário, como de todos os outros funcionários. Dedique-se ao máximo a esta oportunidade de aprendizado concedida.” Sem se despedir, seguiu em direção a saída da fábrica.

Realmente, aprenderia muito, meu primeiro diretor tinha razão, mesmo a “contra gosto”, por minha parte, inicialmente. Seria a melhor aula e lição que poderia ter tido em minha vida profissional. Passei um período de 2 semanas na fábrica, recordo detalhadamente até hoje, na qual ajudei em diversas funções pré-julgadas “não nobres” a um recurso que estudava em uma universidade conceituada:

  • Montagem de caixas – caixas de papelão vinham todas abertas e colocava em ordem;
  • “Empacatador” – responsável por guardar todos produtos em caixas e “envelopar” uma a uma;
  • Teste de Qualidade – efetuar homologação de amostras dos produtos fabricados;
  • Limpeza das mesas de trabalhos dos operários – remoção dos vestígios oriundos da produção, como rebarbas e arestas;
  • Injetora de plástico – alimentar com grânulos a injetora para que não houvesse interrupções na produção das peças;
  • Fixar campainhas para efetuar testes de usabilidade e funcionamento;
  • E outras diversas e pequenas ações que contribuíam a operação como um todo.

Aprendi muito com a alegria, efetividade e simplicidade daquela equipe.  Era unida. Participativa. Dedicada. Integrada. Tornei-me parte daquele grupo. Tornei-me nesta integração “planejada”, um colaborador efetivo desta empresa. Visitei a melhor parte da minha humildade, fazer algo que normalmente deixamos de lado ou “condenamos” quando somos escalados para uma “atividade não nobre”. A cada dia executava com mais vontade e maestria o que me foi delegado. Zelei a todo momento pela excelência. Aprendi na realidade a ser um verdadeiro profissional, neste exemplo.

Os resultados desta convivência foram imprescindíveis a minha carreira:

  • Aprendi que nenhum profissional é mais importante que os demais
  • Humildade é uma característica, sempre presente nos profissionais bem sucedidos, sem exceção
  • Fez-me entender que aprender está acima de qualquer rótulo de cargo corporativo
  • Ganha-se respeito da equipe, quando você se envolve diretamente e profundamente na resolução dos problemas corporativos, participa efetivamente.
  • Onde há problemas inicialmente, há oportunidades, depende apenas de sua postura

Os melhores exemplos nem sempre são provenientes por profissionais, com ternos, gravatas, altos salários e posição hierárquica. Aprenda sempre, esteja aberto a conhecer e entender o que lhe rodeia, com humildade. Este é o trunfo dos profissionais vencedores! Saber que sempre há o que aprender e ensinar, uma via de mão dupla incessante!

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD) & PRECONCEITO CORPORATIVO

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A fronteira do conhecimento é somente ilusória, quem a constrói e estabelece é quem a busca. Sem preceitos, essas fronteiras não são mais limitadores e se transformam em meros meios e aceleradores ao ‘saber’. Digo mais, a vontade e preparação  do ‘ensinar’, gera a mesma vontade do ‘aprender’, é uma troca harmônica e equalizada sempre – Rodrigo Quinalha

Atualmente, o número de alunos no país, matriculados em cursos EAD – Ensino a Distância, já se equipara ao  presencial, uma informação bastante provocativa e convidativa. Uma ruptura real de paradigma e advento de uma nova cultura, que se faz explícito, um novo meio ao consumo da informação e construção do conhecimento.

No ano 2000, o Brasil tinha um pouco mais de 5.200 estudantes matriculados em cursos de graduação não presenciais. Já em 2011, baseado em um senso realizado, pelo próprio MEC – Ministério da Educação, indicou cerca de 1.000.000 (Hum Milhão) de alunos, um aumento cerca de 2.000%, realmente um indicador significativo e grandioso, em uma análise do timeline em 10 anos. Para se ter uma idéia mais precisa, formam-se mais de 155 mil alunos nos cursos a distância de graduação, por ano, sem contabilizarmos: cursos in company, pós graduação, extensões, especializações e cursos livres, providos neste formato.

Tendo em vista, as instituições de ensino que provem este tipo de formação (não presencial), já totalizam: 142 credenciadas no MEC, que oferecem mais de 1.044 cursos, uma média de aproximadamente 7 cursos, por instituição. O MEC lançou um serviço chamado ‘E-MEC’ que é atualizado em tempo real, permitindo pesquisas por cursos, instituições credenciadas, modalidade, localidade e indicadores de qualidade (IGC e CPC); importantíssimo suporte e referência na seleção deste serviço educacional.

As TICs – tecnologias de informação e comunicações disponíveis (software / hardware / Internet), sem dúvida, tem sido os grandes viabilizadores deste sucesso e crescente engajamento desta modalidade de formação ao mercado brasileiro. Não podemos negar que o crescimento da educação a distância está associada a democratização ao uso da Internet, no Brasil. Atingindo não somente o público padrão definido sempre por jovens pertencentes a classe média; veja: crescimento de 67% no uso da Internet, nas zonas rurais do país; outro dado interessante, um aumento de 300% na utilização de aparelhos (conexões móveis), como tablets e smartphones.

É visível a adoção deste modelo de formação pelos profissionais / estudantes, basta aferir as estatísticas. Porém como as empresas e o mercado corporativo reagem e julgam ao se defrontar, com esses formandos através dessa nova cultura de conhecimento – modalidade virtual (não presencial)?

Apesar dos esforços do governo de equiparar os cursos não presenciais aos presenciais, sem distinção, esbarramos ainda na cultura arcaica, recrutadores mal informados e hábitos enraizados, que pré-julgam: como formações de baixa qualidade e que os alunos aprendem menos, neste formato. Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), é considerado que o certificado de um aluno pelo sistema EAD e pelo sistema Presencial, deve ser exatamente igual, vedando qualquer discriminação ou distinção. 

Em relação ao meio corporativo, especialmente as empresas de visão tradicional e restritiva, acredito veemente que o tempo será a melhor resposta aos “Nãos” atribuidos aos pioneiros formandos de forma virtual. Desprezam uma mão de obra de grande potencial, que será tratada de forma igualitária, sem distinção, sem dúvida alguma com passar do tempo, é um processo sem retorno, não regressará. Ótimos profissionais não se formam apenas com certificados fixados na parede, isso é apenas um meio; formam-se na: dedicação, paixão e afinco perante sua profissão.

Desde cedo, aprendi “quem faz o colégio, curso ou universidade é o próprio aluno“, apesar dos recursos humanos (professores) e estrutura providos sejam escassos ou exacerbados; continuo acreditando nessa máxima. Renegar o novo, pode ser cômodo em um primeiro momento. Quem apostar contra, cuidado, em breve poder-se-á encontrar dentro de um curso on-line ou vendo seus filhos optando por esta modalidade, em futuro próximo.

Esteja conectado! O conhecimento não pertence a ninguém, instituição, modelo de aprendizado, lugar; tudo isso são somente meros meios, nunca serão o fim deste sábio processo. Aproveite-os ao seu favor da melhor forma, acelere seu caminho. O meio, modelo e formato de aprendizagem mais adequado quem define é você!

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB

FALSA CARREIRA DE SUCESSO

Lazy man

“A carreira deve ser muito mais que apenas seu sustento financeiro, deve ser uma bela composição de atividades, que brilham os seus olhos e se direcionam pelo trajeto dos seus sonhos” – Rodrigo Quinalha

Recordo, quando criança, sonhava com diversas carreiras e profissões, era uma sensação interessante de se sentir apto a ser “tudo” e ao mesmo tempo, ainda  não ser “nada”, a trajetória seria longa. Com os anos passando, novas experiência acumuladas, os estudos avançando, sonhei em ser um pouco de tudo: jogador de futebol, astronauta, músico, surfista profissional, shaper de pranchas de surf, executivo de negócios, cientista, palestrante, escritor, professor e até mesmo, comandante/capitão náutico.

Algumas vezes, parei para pensar e revisitar toda essa lista de sonhos e carreiras que havia pretendido um dia, como qualquer criança sonhadora; descobri que poderia ter realizado qualquer uma delas, somente precisaria de três ingredientes, ao meu lado todos os dias: coragem, paixão e dedicação. Sinceramente, até hoje, não consegui encontrar nenhuma conexão lógica, entre essas possíveis carreiras, apenas uma ilógica; todas me levariam a uma satisfação interna pretendida, de me divertir, enquanto o curso da vida seguia.

Sempre tive uma abordagem eclética em relação ao mundo que me cerca, nunca admirei pessoas com visão restritiva  ao seu mundo apenas, “presos e ancorados o resto da vida a sua limitada verdade”. Pela qual algumas vezes, se torna exatamente seu peso de não progredir a nenhuma direção.

Temos exemplos próximos de pessoas que acreditam ser muito tarde, para qualquer mudança de carreira, em busca dos seus sonhos. Os principais obstáculos citados são:

  • Sem recursos financeiros e tempo, para investir em uma nova formação;
  • Coragem e dedicação necessária a este novo mundo profissional;
  • Humildade de recomeçar do “zero” e estar aberto novamente a aprender todos os dias;
  • Instabilidade ou redução da condição financeira atual, que pode ser gerada ao se iniciar uma nova carreira;
  • Insegurança ao enfrentar novo e desconhecido;
  • Dúvidas, mais dúvidas, mais dúvidas – a famosa indecisão de “errar de novo”;
  • Julgamento externo – receio do que os outros (família, amigos, amigos de trabalho, etc) vão falar;

Será que é tão simples acreditar e conseguir, buscar e atingir? Apesar de respeitar as peculiaridades e realidades únicas de cada ser humano, gostaria de compartilhar alguns exemplos maravilhosos de mudanças de carreiras, para que sirvam de incentivo a vocês a buscar o seu caminho, o que realmente lhe brilha os olhos?

Antes de participar do famoso filme e interpretar Rock Balboa, Sylvester Stallone, ganhava US$ 1,12 por hora no zoológico do Central Park em NYC. Era responsável pelo trabalho insalubre de limpar as jaulas dos leões.

Quem iria imaginar que Brad Pitt foi motorista de limusines. Antes disso ainda, Brad já se fantasiou de “galinha gigante” e acenava para os carros na rua, fazendo propaganda da marca “El Pollo Loco”.

Ellen Degeneres a famosa comediante e apresentadora do “The Ellen Degeneres Show”, abria ostras e trabalhou na área administrativa, como analista, em uma advocacia.

Andrea Bocelli após se graduar em direito pela Universidade de Pisa, exerceu a profissão até seus 34 anos, época em que deixou o emprego de advogado de defesa para cantar em tempo integral.

Após trabalhar em uma peça “American Graffiti”, Harrison Ford desistiu de atuar, não acreditava em seu sucesso, achava que não tinha aptidão suficiente a carreira, assim optou pela carpintaria por ser uma carreira que lhe dava estabilidade financeira. Até George Lucas convidá-lo para estrelar “Star Wars” e todo mundo sabe quais foram os próximos passos na carreira de Harrison, Ellen, Stallone, Brad Piit e Bocelli.

Sem falar em um grande nome, Walt Disney, o qual criou todo seu império após seus 50 anos de idade. Nascido em uma fazenda remota em Chicago, sem perspectiva alguma provida, por seus pais; simplesmente mudou a história da animação, parques temáticos e conto de fadas, mundialmente.

E não precisamos de celebridades e famosos, quantas pessoas próximas a vocês já não perseguiram seus sonhos e foram bem sucedidas, entenda, ser bem sucedido não quer dizer se transformar em um milionário, mas se sentir pleno e satisfeito todos os dias pela sua carreira escolhida. Trata-se mais que puramente das questões financeiras, esta plenitude não tem preço, ela será sua, apenas sua.

Tenho um grande amigo da época da faculdade que nos formamos juntos em Bacharel de Tecnologia da Informação, o qual trabalha ainda em uma grande empresa multinacional de Tecnologia em home office. Porém acreditou em seus sonhos; bem maiores de se obter apenas um bom emprego, em uma grande empresa, saiu da zona de conforto e se mudou para outro estado, para seguir seu sonho em se formar em Psicologia. Um grande exemplo de foco e disposição a mudar seu mundo por sua ação e escolha. Uma guinada de uma área técnica/exata para uma área humana/social, com grande coragem.

Coragem, dedicação e paixão: esse grupo de sentimentos te movimenta a qualquer direção e atravessa qualquer abismo que separa você de sua realização, não importa o tamanho dele. O sucesso tem que começar por você mesmo, internamente e não o sucesso que os externos julgam. Viva por você, não pelos outros!

Talvez Confúcio, tenha um pingo de razão, não?  ” Escolha um trabalho, que você ame e você nunca terá que trabalhar um dia em sua vida. ” – Confúcio 

Rodrigo Quinalha
Palestrante Corporativo
Professor MBA & Pós – FIA – Fundação Instituto de Administração 
Business Manager – HB